{"id":132100,"date":"2024-10-25T11:00:00","date_gmt":"2024-10-25T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/pt.cryptonews.com\/?p=132100"},"modified":"2024-10-25T11:00:00","modified_gmt":"2024-10-25T11:00:00","slug":"bitcoin-pode-ajudar-a-resolver-o-problema-climatico-especialistas-dizem-que-sim-saiba-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cryptonews.com\/br\/noticias\/bitcoin-pode-ajudar-a-resolver-o-problema-climatico-especialistas-dizem-que-sim-saiba-como\/","title":{"rendered":"O Bitcoin pode ajudar a resolver a crise clim\u00e1tica? Especialistas afirmam que sim \u2014 Entenda como"},"content":{"rendered":"
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Frequentemente criticado pelo alto uso de energia, o Bitcoin agora pode ser redimido com uma solução para a crise climática. Será? É o que dizem especialistas em meio ambiente, amparados por dados recentes que sugerem que o BTC remove mais CO2 da atmosfera do que emite. Desse modo, a criptomoeda seria mais benéfica para a natureza do que se imaginava.<\/p>

Vamos aos argumentos. Em resumo, os gases com efeito estufa são grandes vilões no cenário de emergência climática que vivemos atualmente. É o caso, por exemplo, do dióxido de carbono<\/a> e do metano, que provocam alterações climáticas. A maioria desses gases vem de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis.<\/p>

O Bitcoin entra nessa história por conta do processo de mineração<\/a>, que consome bastante energia. De acordo com o relatório Bitcoin Electricity Consumption Index<\/a>, da Cambridge University, o Bitcoin usou 121,13 terawatts-hora de eletricidade em 2023. <\/p>

Em outras palavras, isso equivale a mais energia do que a necessária para manter a Holanda, com cerca de 17 milhões de pessoas. Os dados são da International Energy Agency<\/a>.<\/p>

Porém, o investidor Daniel Batten, do setor de climate tech, afirma que o Bitcoin é, atualmente, a indústria alimentada por energia mais sustentável do mundo. Isso porque cerca de 57%<\/a> da energia para minerar Bitcoin vem de fontes renováveis.<\/p>

Reserva de valor<\/h2><\/span>

Segundo Batten, que também é ambientalista, a primeira fonte de energia para a mineração de Bitcoin é hidrelétrica. Ele afirma que o Bitcoin, assim como os veículos elétricos, substitui opções com maior intensidade de emissões. No caso, substitui o ouro como reserva de valor e os serviços bancários como métodos de transação financeira.<\/p>

Batten afirma, ainda, que ao utilizar Lightning Network, solução de segunda camada que permite realizar transações mais rápidas e baratas, o Bitcoin pode escalar mais transações, por uma fração da pegada de carbono.<\/p>

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Vilão ou mocinho?<\/h2><\/span>

Por um lado, os dados da Cambridge University são criticados por se basearem em antigos bancos de dados, que excluem energias renováveis do mix utilizado pelo Bitcoin. <\/p>

Por exemplo, um estudo de 2019<\/a> da University of Hawaii at Manoa estimou que a mineração de Bitcoin poderia elevar a temperatura global acima de 2°C. Isso num cenário em que as Nações Unidas estabeleceram a meta de limitar esse aumento a 1,5°C.<\/p>

Além disso, outro relatório<\/a> bastante citado, publicado em 2023 pela United Nations University, utilizou dados referentes a 2020-2021 para concluir que “67% da energia consumida na mineração de Bitcoin foi produzida por fontes de energia fósseis”. <\/p>

No entanto, de acordo com Oleksandr Lutskevych, CEO da exchange CEX.io, mesmo que se considere esses dado, o Bitcoin ainda mostra uma menor dependência de combustíveis fósseis do que a média. <\/p>

Escala vs. uso de energia<\/h3>

Outra argumentação contrária ao Bitcoin veio do cientista de dados Alex de Vries publicou, em 2018, um paper<\/a> que ganhou bastante atenção da mídia. Segundo ele, as emissões de carbono do Bitcoin poderiam ser medidas por transação. <\/p>

O objetivo seria mostrar que o uso de energia pelo Bitcoin poderia sair de controle, na medida em que as transações escalassem. Entretanto, sua teoria acabou sendo refutada.<\/a> Segundo Daniel Batten, a teoria falhou porque, na verdade, o Bitcoin pode escalar bilhões de transações sem aumentar o uso de energia ou as emissões.<\/p>

Ele declarou, ainda, que o papel de vilão ecológico atribuído ao Bitcoin impediu que aproximadamente US$ 65 trilhões de capital intistucional fossem aplicadas nessa indústria. <\/p>

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